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atualizada em 22/01/08
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Ë engraçado que toda vez que a mídia resolve falar de Língua Portuguesa, faz polícia gramatical e o pior, faz errado.
A chamada do canal Futura apresenta o Antonio Fagundes dizendo que a expressão “precisar fazer” não aceita preposição (precisa de fazer). Quem fez o roteiro da chamada desconhece talvez que quando o complemento de um verbo é outra oração, o uso da preposição é facultativo.
Na novela Paraíso Tropical, a personagem da Camila Pitanga falava “catiguria” e isso era visto como o fim do mundo. O suficiente para classificá-la como a espécie mais vil do planeta. Caramba, vivo numa região onde se fala predominantemente “acadimia”, vi minha avó falar “tioria” e sempre nunca vi ninguém como o mais repulsivo dos seres. Sempre entendi que falamos diferente e isso se chama variação regional. Não é, nem nunca foi erro.
Por fim, não entendo até hoje por que a Globo insiste em fazer os locutores pronunciarem “Roraima” (todo de pronúncia oral e aberta) e não seguindo a tendência de nasalização do português como em palavras do tipo “cama”. O grande mestre nos ensina que isso é um processo de nasalização normal que ocorre entre as sílabas. Isso é uma característica do nosso idioma. A Globo se baseia na pronúncia local e de origem indígena do nome.
Mas isso não se aplica ao caso... e, sinceramente, faz uma pronúncia bem forçada.
Pois é isso.
Toda vez que a TV se aventura a ir além das sandálias com o personagem da história de quem estudou latim, eles trocam os pés pelas mãos.

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